Fga. Haydée B. L. Zamperlini | Fonoaudióloga

Será que meu filho é autista?

O Transtorno do Espectro Autista atinge cerca de 1% das crianças

Publicado em 13/06/2018

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

Fga. Haydée B. L. Zamperlini - Fonoaudióloga

Colunista
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Será que meu filho é autista?

Autismo,  ou Transtornos do Espectro Autista (TEA), não é uma doença e, sim, um transtorno no desenvolvimento e atinge cerca de 0,8% a 1% das crianças. Aproximadamente 60% das crianças apresentam sinais do transtorno ao nascer. O TEA não tem uma característica definida e o diagnóstico não é feito através de exames laboratoriais ou de imagem, o diagnóstico é clínico.

 

Autismo e síndrome de Asperger são transtornos de neurodesenvolvimento e interferem nos processos fundamentais de socialização, comunicação e aprendizado.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que o Transtorno do Espectro Autista atinge 80 milhões de pessoas, sendo que 2 milhões no Brasil. Ocorre 1 a cada 70 crianças, com incidência maior em meninos, na proporção de 4:1.

 

Os primeiros sinais típicos são identificados por pessoas que convivem e cuidam dos bebês e crianças (de 06 a 36 meses).  O que está errado? Chama seu filho e ele não atende, o contato visual é quase nulo, gosta de brincar sempre sozinho?

 

Quando identificados estes  primeiros sinais de alteração no desenvolvimento do bebê ou  da criança, pais, familiares ou professores precisam procurar profissionais habilitados para o diagnóstico correto. Esta criança deve ser examinada por uma equipe multidisciplinar de profissionais (pediatra, psiquiatra infantil, neurologista infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, psicopedagogo) para melhor fechamento do diagnóstico.

 

Alguns passos devem ser seguidos inicialmente e observações devem ser feitas quando  estão em busca do diagnóstico do Autismo.

 

- Quando apresentar  olhar sem fixação, desde a amamentação, troca de fraldas, banho, do sorriso ao toque na pele;

- Atraso de fala (desde do inicio balbucio até as primeiras palavras),  não reação a estímulos;

- Quando é chamado pelo nome não responde, somente reage  a ruídos intensos como  avião, motor de moto;  

-Observa-se movimentos repetitivos, apegos a alguns objetos, reações como agressividade e irritação quando contrariado;  

- Dificuldade sociabilização e  comunicação.

 

 História familiar: verificar se há caso de autismo na família, prematuridade, baixo peso, uso de drogas ou álcool durante a gestação.        

 

Relatos dos cuidadores ou profissionais da escola/berçário quanto ao comportamento e comunicação são imprescindíveis para análise. Eles podem observar algum comportamento que os pais ainda não identificaram em casa.

 

Documentos como  fotos e filmes da criança sozinha, interagindo com outras pessoas ou com outras  crianças também contribuem para análise. Uso de escalas de triagem comportamentais  são usadas ATA ( Escala de Traços Autísticos), M-CHAT( Modified- Checklist Autismin Toddlers).

 

O diagnóstico segundo Estatístico de Distúrbios Mentais da Associação  Americana de Pediatria foi mudado em  de 2013, passando a classificação do Autismo em graus de funcionalidade de leve a alta.

 

A Síndrome de Arperger também foi inserida nesta classificação, por ser o transtorno do espectro autista. Estas  crianças não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Elas podem apresentar algum déficit motor leve.

 

O manual médico divide o autismo:

 

- baixa funcionalidade –mal interagem

- média funcionalidade : são autistas clássicos, dificuldade de se comunicar

- alta funcionalidade : tem todas as dificuldades da média mas em grau menor, conseguem estudar, trabalhar e constituir família.

 

O tratamento precoce, orientação e conduta  correta resultarão em sucesso no desempenho, desenvolvimento, qualidade de vida da criança e familiares envolvidos.

 

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Sobre o colunista

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

CRFa. 2 - 3468
 

Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia

Especialista em Motricidade Orofacial  pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia
Mestre em Distúrbios da Comunicação- Pontifícia Universidade  Católica de São Paulo  -  PUC-SP



Fonoaudióloga Clínica

Assessoria  Escolar