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Será que estamos aptos a parentalidade?

Ser pai e mãe pede competência

Publicado em 20/02/2020

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Será que estamos aptos a parentalidade?

Você já deve ter ouvido falar que precisamos ser competentes naquilo que fazemos, não é mesmo? E o que é ser competente?

 

Podemos definir “ser competente” como a ação de competir com os melhores, ter conhecimento profundo daquilo que se faz e fazê-lo com excelência, segurança e eficiência. Por contrário, temos “incompetência” como a falta dos conhecimentos necessários para desempenhar determinado papel ou função em nossas vidas.

 

Durante nosso ciclo de vida passamos por diversas situações em que somos incompetentes. Desde nosso nascimento fomos incompetentes para falar, andar, ir ao banheiro, ler, escrever e tantas outras coisas que fazemos hoje em dia automaticamente, concorda? Acredito que você tenha entendido a forma que me expressei e talvez pode se surpreender com o que vou dizer agora, e está tudo bem! Até o final do texto tenho certeza de que você me dará razão.

 

Neste exato momento você se encontra em um nível de incompetência! Se acabou de se casar, se está grávida, se você se tornou mãe/pai recentemente ou seu filho está entrando na adolescência ou ainda, está saindo de casa. Você está sendo incompetente! E isso não é uma ofensa. Você está entrando em uma situação onde é necessário desenvolver novas habilidades que você ainda não tem.

 

Você viveu com seus pais por muitos anos e casou-se. Lembra como foi o seu primeiro dia na nova casa? Por mais que tenha namorado por muito tempo, você teve que dividir responsabilidades que antes não tinha. Teve que aprender a fazer coisas que antes não eram necessárias. Você estava em um nível de incompetência como esposa. Atualmente como está isso? Tenho certeza de que hoje, como esposa, você seja maravilhosa. Mas precisou aprender muitas coisas sobre si e sobre seu marido para conquistarem tudo o que vocês têm hoje.

 

E agora, grávida ou com filho recém-nascido? Como está seu nível de competência como mãe/pai? Você pode ter lido livros, visto vídeos, realizado cursos e conversado com centenas de pessoas. Mas no momento em que seu filho estiver nos seus braços, sozinha em casa, pela primeira vez, como será?

 

O que esperar como mãe/pai? Ou melhor, que mãe/pai você espera ser para seu filho e que filho você quer deixar para o mundo? Essas duas questões são as que vão te orientar como uma bússola na criação do seu filho. Ela apontará para onde ir, quem procurar, que decisões tomar. Mas atrás de tudo isso estarão suas emoções. Elas serão como um condutor entre o bem-estar e a satisfação. E ao lado delas estarão os seus relacionamentos de apoio e conexão, sua vida familiar e social.

 

Aceitar que você se encontra num nível de incompetência, te trará mais clareza e determinação do que buscar, de quem ser e do que fazer. Seu filho também estará no primeiro degrau de incompetência da vida dele e precisará de todo seu apoio, orientação, carinho e amor, para enfrentar o maior de todos os desafios, ser quem ele quiser ser.

 

Por fim, gostaria de deixar uma pequena e poderosa pergunta para reflexão: como casal, você e seu marido têm claro o motivo pelo qual decidiram ter um filho e quais são os valores que querem passar para ele?

 

Texto: Guilherme Prisco, coach familiar na Clínica Garcia Pfister

 

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